terça-feira, 29 de março de 2011

Aguniado. (Sim, uma piada interna.)

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Então eu me sento e penso.
Apoio minha cabeça sobre meus joelhos, e penso
Que as coisas estão tão estranhas agora.
E que a saudade é uma coisa muito, muito complicada.
Tanto que parece não fazer sentido...
Porque não faz sentido sentir tanta falta de alguém.
E isso me preocupa e me frustra, porque você sabe que quando eu penso...eu penso até doer.
E dói.
E eu penso mais.
Até concluir que saudade é uma coisa muito estranha pra ser pensada.
Mas simples o bastante pra ser sentida.
E eu sinto.
Sinto até doer.
E dói.
E eu, obviamente, tento não sentir. Mas isso é, obviamente, burrice.
Como tantas outras burrices que, obviamente, você me viu fazer.
Então eu escondo minha cabeça sob meus joelhos e sinto.
Sinto falta de ar.
Sinto falta de chão.
Sinto falta de pele.
Aí eu sinto você.
De repente, num desespero de córtex cansado, eu sinto você.
E tudo fica bem.
E sentir você inibe a dor.
E tudo fica bem.
Mas até aí....Deus, como dói.


º'_

quinta-feira, 17 de março de 2011

Discurso de um espelho.

º'

Nós somos jovens, gostosas e livres.
E não há nada que possa interromper o fluxo.
Por que na falta de verba assaltaremos um banco,
Na falta de tempo seguraremos o sol,
E na falta de amor nós usaremos a pele.
Nossa pele que é fresca, doce e perfumada.
Que não se parte tão fácil quanto o coração.
Somos jovens, gostosas e livres.
E esse é o momento certo.
E o mundo vai se deitar aos nosso pés...
E admirar a altura do nosso salto. E a candura dos nossos olhos.
E todos vão murmurar:
“Lá se vão as que sabem das coisas...está escrito nesse andar boêmio que existe um mistério de veludo afundado em batom vermelho.”
E nós vamos despejar risadas ao som de um indie tranqüilo, dançado com cuidado pra que as curvas se divirtam.
Sim senhoras, somos jovens, gostosas e livres.
E o caos que vive em nós é como o paraíso para todos os outros.

º' 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Verdade absoluta.


"Porquanto, verdadeiramente há só uma desgraça: a de não nascer."
(Machado de Assis)

Então, aproveite a sua sorte e a combinação raríssima do seu dna, a sua primeira e última oportunidade.
E viva, seu idiota, ao invés de reclamar.
(:

Gentil.



Tem gente que anda que nem gente,
Fala que nem gente,
Come que nem gente,
Se veste que nem gente,
E que nem gente é.
Mas tem gente que faz que nem a gente,
Sonha que nem a gente,
Trabalha que nem a gente,
Vive que nem a gente.
Essa gente morre que nem a gente.
Essa gente grita que nem a gente escuta.
Essa gente não é a gente, mas é gente.
E gente é gente, sendo a gente ou não.
E gente merece viver.


Viva a diversidade.

º'

Papel Branco.

º'

Não existe nada melhor do que um papel em branco.
Onde se pode escreve o que vier a mente: desde palavras desconexas a decassílabos perfeitos.
Onde se pode desenhar: desde rabiscos primitivos a perfis impecáveis.
O qual eu posso dobrar e criar desde bolas difusas a naves espaciais.
Onde eu posso escrever teu nome. E o meu.
Onde eu posso uni-los, enfeitá-los e eternizá-los.
Onde eu posso colocar tudo que não sai pela boca,
Já que a boca fica no alto e as palavras receiam a queda trágica e demorada.
Onde eu posso gritar, sussurrar, fazer códigos e cantigas.
Onde eu posso deixar um pedaço de mim.
E depois depositá-lo solitário, etéreo, permanente...
No fundo de uma lixeira qualquer.


Oi, eu planto amoras.