'º
Já faz algum tempo que eu não consigo escrever.
É esquisito e (quase) confortável.
Mas é que felicidade é egoísta e rancorosa, não gosta de ser colocada pra fora. Acho que eu tô feliz.
É.
Acho que se eu ficasse escrevendo sobre a minha felicidade, ela ia esvaziando... devagarzinho... pra inundar um texto que só serviria pra virar os olhos pessimistas e suspirar uns poucos corações piegas.
E isso, não.
Mas é curioso...
Hoje eu acordei com uma vontade de escrever.
Uma vontade assim...grande. Assim...densa.
Curioso...
É esquisito e (nada) confortável.
Mau sinal?
É,
Mau sinal.
º'
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Eu falei sem pensar.
º'
"Ah Dany,
Essa musica...
Me lembra você.
Sentada com as pernas em borboleta, coluna ereta. . . diferente das outras a partir da postura.
Concentrada em alguma coisa... interessada. Aquela expressão mágica.
Mágica sua.
Não falsa.
Realmente afim do que esta fazendo.
Agora reúne tudo cantando e sorrindo por contemplar um trabalho dando certo.
E se alguém chega e fala que você trata bem as pessoas. . . Eu vejo mais, você procura as entender.
E não vejo julgamento o tempo todo sobre o seu olhar para o outro.
E a falta da procura por um conflito deixa aquele, mesmo que errado, satisfeito em falar com você.
Porque? porque você não fora grosseira mesmo quando ele falou besteira. Mas se não percebe, você lhe mostra a opinião, e ele já esta desarmado.
Então ele releva.
Que educada, dirão.
Mas eu vejo como mágica.
A mágica da Dany."
[Presente do Rômulo Borges Crispi (: ]
º'
"Ah Dany,
Essa musica...
Me lembra você.
Sentada com as pernas em borboleta, coluna ereta. . . diferente das outras a partir da postura.
Concentrada em alguma coisa... interessada. Aquela expressão mágica.
Mágica sua.
Não falsa.
Realmente afim do que esta fazendo.
Agora reúne tudo cantando e sorrindo por contemplar um trabalho dando certo.
E se alguém chega e fala que você trata bem as pessoas. . . Eu vejo mais, você procura as entender.
E não vejo julgamento o tempo todo sobre o seu olhar para o outro.
E a falta da procura por um conflito deixa aquele, mesmo que errado, satisfeito em falar com você.
Porque? porque você não fora grosseira mesmo quando ele falou besteira. Mas se não percebe, você lhe mostra a opinião, e ele já esta desarmado.
Então ele releva.
Que educada, dirão.
Mas eu vejo como mágica.
A mágica da Dany."
[Presente do Rômulo Borges Crispi (: ]
º'
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
4ª Colheita.
º'
-
Eu sou da era da art'noveau
E ai de quem me contradizer.
Eu sou da era das curvas e flores,
De sonhos, de luzes, deleite, prazer.
Eu sou da era do mundo encantado,
Da utopia serena, da tarde lilás.
Eu venho de longe cultivando no asfalto
Uma erva daninha, ousada, sagaz.
Se a noite eu me dobro feito Nenúfar que dorme,
Ou se a noite encontro Dionísio e seu vinho,
É porque aprendi a dançar sobre o tempo.
É porque sou instável feito humor marinho.
Se um dia pedires pra que eu seja reta,
Vai perder o tempo de uma boa leitura.
Vai perder a calma e vai perder em vão,
Já que sou feita toda curvatura.
Eu sou da era da art'noveau.
Feita de metal derretido no calor solar.
Eu sou da era promíscua e volátil.
Feita pra ir, subir, descer, voltar.
'º
-
Eu sou da era da art'noveau
E ai de quem me contradizer.
Eu sou da era das curvas e flores,
De sonhos, de luzes, deleite, prazer.
Eu sou da era do mundo encantado,
Da utopia serena, da tarde lilás.
Eu venho de longe cultivando no asfalto
Uma erva daninha, ousada, sagaz.
Se a noite eu me dobro feito Nenúfar que dorme,
Ou se a noite encontro Dionísio e seu vinho,
É porque aprendi a dançar sobre o tempo.
É porque sou instável feito humor marinho.
Se um dia pedires pra que eu seja reta,
Vai perder o tempo de uma boa leitura.
Vai perder a calma e vai perder em vão,
Já que sou feita toda curvatura.
Eu sou da era da art'noveau.
Feita de metal derretido no calor solar.
Eu sou da era promíscua e volátil.
Feita pra ir, subir, descer, voltar.
'º
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Ego.
º'
Quero morrer poesia.
Ou música
Ou ciência
Ou cor...
Quero morrer nada.
Eu quero é virar história.
_'
Quero morrer poesia.
Ou música
Ou ciência
Ou cor...
Quero morrer nada.
Eu quero é virar história.
_'
terça-feira, 21 de junho de 2011
Satélite.
º'
Eu tenho uma Lua pintada em janela
Flutua amarela na noite sem cor.
Eu tenho uma Lua que é prata entalhada
Que vive acuada e muda no céu.
A Lua sozinha me vive dizendo
Que há mais uma noite e muito a fazer.
A Lua cinzenta da cor do cabelo
Do velho austero que é sábio e viveu
Por noites e muitas, das mais variadas,
Das mais enluadas, um velho que viu.
A Lua crescendo e sumindo, tranqüila
A Lua serena. Se foi, sumiu.
_'
Eu tenho uma Lua pintada em janela
Flutua amarela na noite sem cor.
Eu tenho uma Lua que é prata entalhada
Que vive acuada e muda no céu.
A Lua sozinha me vive dizendo
Que há mais uma noite e muito a fazer.
A Lua cinzenta da cor do cabelo
Do velho austero que é sábio e viveu
Por noites e muitas, das mais variadas,
Das mais enluadas, um velho que viu.
A Lua crescendo e sumindo, tranqüila
A Lua serena. Se foi, sumiu.
_'
Promessa.
Vou esperar
De braços abertos.
Esperar quanto tempo você quiser.
Vou esperar sentadinha, calada
Juro que não vou fazer nada
até você chegar.
Mas por favor, vê se não exagera
Ora Futuro, não vá demorar.
De braços abertos.
Esperar quanto tempo você quiser.
Vou esperar sentadinha, calada
Juro que não vou fazer nada
até você chegar.
Mas por favor, vê se não exagera
Ora Futuro, não vá demorar.
Sou atriz.
'_
Minha máscara é minha arte
Sou atriz e me pinto
Sou aquela que não chegou a existir.
Minha máscara é meu forte
Meu orgulho e meu reino
Meu fiel devaneio, cor de carmim.
Amém.
º'
Minha máscara é minha arte
Sou atriz e me pinto
Sou aquela que não chegou a existir.
Minha máscara é meu forte
Meu orgulho e meu reino
Meu fiel devaneio, cor de carmim.
Amém.
º'
domingo, 12 de junho de 2011
Nota:
º'
Wikipédia-
"Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego e português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor.
A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão).
Uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia.
Recentemente, uma pesquisa entre tradutores britânicos apontou a palavra "saudade" como a sétima palavra de mais difícil tradução."
É...
º'
Wikipédia-
"Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego e português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor.
A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão).
Uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia.
Recentemente, uma pesquisa entre tradutores britânicos apontou a palavra "saudade" como a sétima palavra de mais difícil tradução."
É...
º'
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Sendo sincera.
º'
Eu não tenho a pretensão de fazer poesia
Que vá além dos meus 17.
Eu falo de gente, de cor, de carinho
Não falo de morte ou questão social
Estou na manhã de uma vida inteira
Tranqüila e serena como manhãs devem ser
Na manha de quem tem certeza plena
De que não vale a pena
Parar pra sofrer.
_º'
Eu não tenho a pretensão de fazer poesia
Que vá além dos meus 17.
Eu falo de gente, de cor, de carinho
Não falo de morte ou questão social
Estou na manhã de uma vida inteira
Tranqüila e serena como manhãs devem ser
Na manha de quem tem certeza plena
De que não vale a pena
Parar pra sofrer.
_º'
terça-feira, 3 de maio de 2011
Ateísmo.
º’
Então Deus espia pelo vidro
Que o separa dos pobres mortais.
E um meio sorriso lhe nasce,
Devagar corta ao meio sua face,
E num estrondo declara feliz:
“Olha só como sou mesmo grande,
Que incrível trabalho que fiz!”
Seu olhar era louco, de névoa.
Seu sorriso um escárnio brutal.
E o Deus cego, sem tato, sem alma,
Então volta ao trono de cristal
E se senta num monte de preces
Que ele sabe que nunca irá ler,
Pois não pode salvar tantos homens,
Ele tem muito mais a fazer:
Ver os sóis explodirem no espaço,
Jogar gude com luas e astros
E assistir a terra derreter.
‘
Então Deus espia pelo vidro
Que o separa dos pobres mortais.
E um meio sorriso lhe nasce,
Devagar corta ao meio sua face,
E num estrondo declara feliz:
“Olha só como sou mesmo grande,
Que incrível trabalho que fiz!”
Seu olhar era louco, de névoa.
Seu sorriso um escárnio brutal.
E o Deus cego, sem tato, sem alma,
Então volta ao trono de cristal
E se senta num monte de preces
Que ele sabe que nunca irá ler,
Pois não pode salvar tantos homens,
Ele tem muito mais a fazer:
Ver os sóis explodirem no espaço,
Jogar gude com luas e astros
E assistir a terra derreter.
‘
Cortejo cardíaco.
º’
São poucas as coisas que pede meu coração.
Pequenas e poucas as coisas que ele quer.
São simples e meigas como as coisas de Vênus
Que é de onde vem meu jeito bobo de mulher.
São olhos e bocas, só isso que ele pede.
Dedos e braços e um pouco de atenção.
Uma cama pequena, um sorriso abafado,
Um telefone que toca e flores sem cartão.
É fácil perceber o seu maior desejo.
É fácil decifrar as batidas que ele tem.
Em um vermelho-amora pulsando ritmado,
Sussurrando ansioso: Sou todo seu meu Bem.
'
São poucas as coisas que pede meu coração.
Pequenas e poucas as coisas que ele quer.
São simples e meigas como as coisas de Vênus
Que é de onde vem meu jeito bobo de mulher.
São olhos e bocas, só isso que ele pede.
Dedos e braços e um pouco de atenção.
Uma cama pequena, um sorriso abafado,
Um telefone que toca e flores sem cartão.
É fácil perceber o seu maior desejo.
É fácil decifrar as batidas que ele tem.
Em um vermelho-amora pulsando ritmado,
Sussurrando ansioso: Sou todo seu meu Bem.
'
Drogas (:
º'
Hoje eu acordei com asas de mosquito.
Pousei de leve no sorriso do garoto.
Pisquei duas vezes e esperei,
Fiquei.
As flores ao redor amarelas de cansaço,
Riram com ódio e tirania sanguínea.
O sorriso do garoto se virou para meus olhos,
Minhas asas derreteram e eu fiquei assim,
Um mosquito preso no sorriso sem fim.
'
Hoje eu acordei com asas de mosquito.
Pousei de leve no sorriso do garoto.
Pisquei duas vezes e esperei,
Fiquei.
As flores ao redor amarelas de cansaço,
Riram com ódio e tirania sanguínea.
O sorriso do garoto se virou para meus olhos,
Minhas asas derreteram e eu fiquei assim,
Um mosquito preso no sorriso sem fim.
'
sexta-feira, 8 de abril de 2011
PraiAna.
º'
Praiana:
Feita de areia e de sol.
De arei fina e sol quente.
Praiana
Feita de calor e umidade.
Calor de humanidade.
Praiana.
Intensa de verão.
Verão de equador.
Amarela e laranja.
Praiana.
De praia.
De Ana.
Pra Ana.
º'
Praiana:
Feita de areia e de sol.
De arei fina e sol quente.
Praiana
Feita de calor e umidade.
Calor de humanidade.
Praiana.
Intensa de verão.
Verão de equador.
Amarela e laranja.
Praiana.
De praia.
De Ana.
Pra Ana.
º'
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Tipo sete.
º'
Eu sou do tipo de pessoa que pararia no meio da rua pra observar uma folha cair.
Eu sou do tipo de pessoa que não gosta de ver televisão.
Sou do tipo que gosta muito de refrigerante mas que se esforça pra pedir suco sem açúcar.
Sou do tipo que não fecharia os olhos diante de uma luz ofuscante mesmo que fechá-los fosse algo inteligente a se fazer.
Eu sou do tipo que gosta de prestar atenção em como as pessoas se sentam.
Do tipo que memoriza perfumes mas não números telefônicos.
Sou do tipo que gosta de insetos.
E detesta elevadores.
Sou do tipo que adoraria ver todos os filmes do mundo.
E que não tem paciência pra fazer o supracitado.
Eu sou do tipo que tem ego inchado.
Que procura por riscos e petiscos.
Sou do tipo que gosta de tulipas, não de rosas.
Do tipo que respira devagar só pra ouvir o som do ar entrando.
Do tipo que se senta no chão por prazer.
Do tipo que só conversa com os olhos.
Sou do tipo que gosta de peixes.
Do tipo que imagina canções com o barulho do vento.
Do tipo que se concentra no próprio balançar dos braços enquanto caminha.
Sou do tipo que abraça por necessidade, não por educação.
Eu sou do tipo que não gosta de lavar pratos. Nem de cozinhar.
Sou do tipo que nunca ganharia uma competição atlética.
Eu sou do tipo comum que gosta de piadas comuns.
Que gosta de presentes.
Que gosta de frio e escuridão.
Sou do tipo que dorme porque gosta de sonhar.
Eu sou o tipo de pessoa que se cobre e olha pro céu.
O tipo que olha pro céu e pronto.
Aquele tipo de pessoa que só olha pro céu e se sente muito, muito feliz.
º'
Eu sou do tipo de pessoa que pararia no meio da rua pra observar uma folha cair.
Eu sou do tipo de pessoa que não gosta de ver televisão.
Sou do tipo que gosta muito de refrigerante mas que se esforça pra pedir suco sem açúcar.
Sou do tipo que não fecharia os olhos diante de uma luz ofuscante mesmo que fechá-los fosse algo inteligente a se fazer.
Eu sou do tipo que gosta de prestar atenção em como as pessoas se sentam.
Do tipo que memoriza perfumes mas não números telefônicos.
Sou do tipo que gosta de insetos.
E detesta elevadores.
Sou do tipo que adoraria ver todos os filmes do mundo.
E que não tem paciência pra fazer o supracitado.
Eu sou do tipo que tem ego inchado.
Que procura por riscos e petiscos.
Sou do tipo que gosta de tulipas, não de rosas.
Do tipo que respira devagar só pra ouvir o som do ar entrando.
Do tipo que se senta no chão por prazer.
Do tipo que só conversa com os olhos.
Sou do tipo que gosta de peixes.
Do tipo que imagina canções com o barulho do vento.
Do tipo que se concentra no próprio balançar dos braços enquanto caminha.
Sou do tipo que abraça por necessidade, não por educação.
Eu sou do tipo que não gosta de lavar pratos. Nem de cozinhar.
Sou do tipo que nunca ganharia uma competição atlética.
Eu sou do tipo comum que gosta de piadas comuns.
Que gosta de presentes.
Que gosta de frio e escuridão.
Sou do tipo que dorme porque gosta de sonhar.
Eu sou o tipo de pessoa que se cobre e olha pro céu.
O tipo que olha pro céu e pronto.
Aquele tipo de pessoa que só olha pro céu e se sente muito, muito feliz.
º'
terça-feira, 29 de março de 2011
Aguniado. (Sim, uma piada interna.)
º'_
Então eu me sento e penso.
Apoio minha cabeça sobre meus joelhos, e penso
Que as coisas estão tão estranhas agora.
E que a saudade é uma coisa muito, muito complicada.
Tanto que parece não fazer sentido...
Porque não faz sentido sentir tanta falta de alguém.
E isso me preocupa e me frustra, porque você sabe que quando eu penso...eu penso até doer.
E dói.
E eu penso mais.
Até concluir que saudade é uma coisa muito estranha pra ser pensada.
Mas simples o bastante pra ser sentida.
E eu sinto.
Sinto até doer.
E dói.
E eu, obviamente, tento não sentir. Mas isso é, obviamente, burrice.
Como tantas outras burrices que, obviamente, você me viu fazer.
Então eu escondo minha cabeça sob meus joelhos e sinto.
Sinto falta de ar.
Sinto falta de chão.
Sinto falta de pele.
Aí eu sinto você.
De repente, num desespero de córtex cansado, eu sinto você.
E tudo fica bem.
E sentir você inibe a dor.
E tudo fica bem.
Mas até aí....Deus, como dói.
º'_
Então eu me sento e penso.
Apoio minha cabeça sobre meus joelhos, e penso
Que as coisas estão tão estranhas agora.
E que a saudade é uma coisa muito, muito complicada.
Tanto que parece não fazer sentido...
Porque não faz sentido sentir tanta falta de alguém.
E isso me preocupa e me frustra, porque você sabe que quando eu penso...eu penso até doer.
E dói.
E eu penso mais.
Até concluir que saudade é uma coisa muito estranha pra ser pensada.
Mas simples o bastante pra ser sentida.
E eu sinto.
Sinto até doer.
E dói.
E eu, obviamente, tento não sentir. Mas isso é, obviamente, burrice.
Como tantas outras burrices que, obviamente, você me viu fazer.
Então eu escondo minha cabeça sob meus joelhos e sinto.
Sinto falta de ar.
Sinto falta de chão.
Sinto falta de pele.
Aí eu sinto você.
De repente, num desespero de córtex cansado, eu sinto você.
E tudo fica bem.
E sentir você inibe a dor.
E tudo fica bem.
Mas até aí....Deus, como dói.
º'_
quinta-feira, 17 de março de 2011
Discurso de um espelho.
º'
Nós somos jovens, gostosas e livres.
E não há nada que possa interromper o fluxo.
Por que na falta de verba assaltaremos um banco,
Na falta de tempo seguraremos o sol,
E na falta de amor nós usaremos a pele.
Nossa pele que é fresca, doce e perfumada.
Que não se parte tão fácil quanto o coração.
Somos jovens, gostosas e livres.
E esse é o momento certo.
E o mundo vai se deitar aos nosso pés...
E admirar a altura do nosso salto. E a candura dos nossos olhos.
E todos vão murmurar:
“Lá se vão as que sabem das coisas...está escrito nesse andar boêmio que existe um mistério de veludo afundado em batom vermelho.”
E nós vamos despejar risadas ao som de um indie tranqüilo, dançado com cuidado pra que as curvas se divirtam.
Sim senhoras, somos jovens, gostosas e livres.
E o caos que vive em nós é como o paraíso para todos os outros.
º'
Nós somos jovens, gostosas e livres.
E não há nada que possa interromper o fluxo.
Por que na falta de verba assaltaremos um banco,
Na falta de tempo seguraremos o sol,
E na falta de amor nós usaremos a pele.
Nossa pele que é fresca, doce e perfumada.
Que não se parte tão fácil quanto o coração.
Somos jovens, gostosas e livres.
E esse é o momento certo.
E o mundo vai se deitar aos nosso pés...
E admirar a altura do nosso salto. E a candura dos nossos olhos.
E todos vão murmurar:
“Lá se vão as que sabem das coisas...está escrito nesse andar boêmio que existe um mistério de veludo afundado em batom vermelho.”
E nós vamos despejar risadas ao som de um indie tranqüilo, dançado com cuidado pra que as curvas se divirtam.
Sim senhoras, somos jovens, gostosas e livres.
E o caos que vive em nós é como o paraíso para todos os outros.
º'
quarta-feira, 2 de março de 2011
Verdade absoluta.
'º
"Porquanto, verdadeiramente há só uma desgraça: a de não nascer."
(Machado de Assis)
Então, aproveite a sua sorte e a combinação raríssima do seu dna, a sua primeira e última oportunidade.
E viva, seu idiota, ao invés de reclamar.
(:
"Porquanto, verdadeiramente há só uma desgraça: a de não nascer."
(Machado de Assis)
Então, aproveite a sua sorte e a combinação raríssima do seu dna, a sua primeira e última oportunidade.
E viva, seu idiota, ao invés de reclamar.
(:
Gentil.
'º
Tem gente que anda que nem gente,
Fala que nem gente,
Come que nem gente,
Se veste que nem gente,
E que nem gente é.
Mas tem gente que faz que nem a gente,
Sonha que nem a gente,
Trabalha que nem a gente,
Vive que nem a gente.
Essa gente morre que nem a gente.
Essa gente grita que nem a gente escuta.
Essa gente não é a gente, mas é gente.
E gente é gente, sendo a gente ou não.
E gente merece viver.
Viva a diversidade.
º'
Tem gente que anda que nem gente,
Fala que nem gente,
Come que nem gente,
Se veste que nem gente,
E que nem gente é.
Mas tem gente que faz que nem a gente,
Sonha que nem a gente,
Trabalha que nem a gente,
Vive que nem a gente.
Essa gente morre que nem a gente.
Essa gente grita que nem a gente escuta.
Essa gente não é a gente, mas é gente.
E gente é gente, sendo a gente ou não.
E gente merece viver.
Viva a diversidade.
º'
Papel Branco.
º'
Não existe nada melhor do que um papel em branco.
Onde se pode escreve o que vier a mente: desde palavras desconexas a decassílabos perfeitos.
Onde se pode desenhar: desde rabiscos primitivos a perfis impecáveis.
O qual eu posso dobrar e criar desde bolas difusas a naves espaciais.
Onde eu posso escrever teu nome. E o meu.
Onde eu posso uni-los, enfeitá-los e eternizá-los.
Onde eu posso colocar tudo que não sai pela boca,
Já que a boca fica no alto e as palavras receiam a queda trágica e demorada.
Onde eu posso gritar, sussurrar, fazer códigos e cantigas.
Onde eu posso deixar um pedaço de mim.
E depois depositá-lo solitário, etéreo, permanente...
No fundo de uma lixeira qualquer.
'º
Não existe nada melhor do que um papel em branco.
Onde se pode escreve o que vier a mente: desde palavras desconexas a decassílabos perfeitos.
Onde se pode desenhar: desde rabiscos primitivos a perfis impecáveis.
O qual eu posso dobrar e criar desde bolas difusas a naves espaciais.
Onde eu posso escrever teu nome. E o meu.
Onde eu posso uni-los, enfeitá-los e eternizá-los.
Onde eu posso colocar tudo que não sai pela boca,
Já que a boca fica no alto e as palavras receiam a queda trágica e demorada.
Onde eu posso gritar, sussurrar, fazer códigos e cantigas.
Onde eu posso deixar um pedaço de mim.
E depois depositá-lo solitário, etéreo, permanente...
No fundo de uma lixeira qualquer.
'º
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Dá-me um d. Dar-te-ei diversos.
'
D de demência
D de doença
D de deprimente
D de dó.
D de droga
D de dúvida
D de doce
D de dar.
D de descoberta
D de danado
D de delicado
D de dança.
D de doação
D de diversão
D de domado
D de distancia.
D de Dany
D de dura
D de dor
Dê amor.º
D de demência
D de doença
D de deprimente
D de dó.
D de droga
D de dúvida
D de doce
D de dar.
D de descoberta
D de danado
D de delicado
D de dança.
D de doação
D de diversão
D de domado
D de distancia.
D de Dany
D de dura
D de dor
Dê amor.º
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Mundinho letrado.
º'
Dentre os literatos,
Homens que tocam a pena
Bailam as letras
Choram as musas
E pregam o mundo no papel,
Dentre esses seres existe todo um vocabulário.
Toda uma cortesia.
Onde os moços dizem ‘Olá’
E as moças dizem ‘Olé’.
Lá, existe um dança trocada
Uma festa pausada
Onde as almas param para conversar
Lá, o fato vira historia,
A historia vira canto,
O canto vira verso.
E o verso incha até criar vida.
E engatinha.
Cambaleante entre os vivos...
A beijar a face de uns
E escarrar aos pés de outros.
Isso, se te interessa esse mundo idoso,
Acontece apenas entre os literatos.
'
Dentre os literatos,
Homens que tocam a pena
Bailam as letras
Choram as musas
E pregam o mundo no papel,
Dentre esses seres existe todo um vocabulário.
Toda uma cortesia.
Onde os moços dizem ‘Olá’
E as moças dizem ‘Olé’.
Lá, existe um dança trocada
Uma festa pausada
Onde as almas param para conversar
Lá, o fato vira historia,
A historia vira canto,
O canto vira verso.
E o verso incha até criar vida.
E engatinha.
Cambaleante entre os vivos...
A beijar a face de uns
E escarrar aos pés de outros.
Isso, se te interessa esse mundo idoso,
Acontece apenas entre os literatos.
'
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
3ª colheita.
'º
A filosofia de viver
Vive muito mais em arte,
Pois ajuda a suportar.
Ter fôlego pra correr na direção de um final.
Correr por correr, e não pra chegar.
Final sem finalidade.
Assim como essa rima.
A filosofia de viver? Não há.
A vida está mais pra tentativa pré-moderna.
Pra dureza realista.
Pro caos romântico.
Pra beleza simbolista.
A filosofia foi uma arte que se frustrou
E resolveu falar da vida por não saber falar de amor.
'
A filosofia de viver
Vive muito mais em arte,
Pois ajuda a suportar.
Ter fôlego pra correr na direção de um final.
Correr por correr, e não pra chegar.
Final sem finalidade.
Assim como essa rima.
A filosofia de viver? Não há.
A vida está mais pra tentativa pré-moderna.
Pra dureza realista.
Pro caos romântico.
Pra beleza simbolista.
A filosofia foi uma arte que se frustrou
E resolveu falar da vida por não saber falar de amor.
'
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Idealismo Danyficado.
º'.
Seja gentil. Seja doce e carinhoso. Seja elegante e inteligente, bem humorado e descontraído. Seja quente.
E tenha charme, por favor.
Não me dê muita atenção no começo, e finja que você não se importa. Quando eu me interessar, vou fazer você se interessar. Faça parte do jogo.
Mas quando estivermos entregues, faça parte de mim. Diga que precisa disso e me convença.
Porque a parte difícil é me convencer.
Me dê atenção para que não haja distração.
Me dê diversão para que não haja arrependimento.
E me dê alguma dor para que não haja tédio.
Porque esses são os três grandes venenos.
Mas me convença.
Porque a parte difícil é me convencer.
Escreva versos e cante canções. Me deslumbre com suas habilidades. E me admire para que eu não me sinta pequena.
E, por favor, me convença.
Essa é mesmo a parte difícil.
Porque o Credo é o prefácio dos Grandes Amores. O Perigo é o aposto. A dor, o clímax. E o destino, é o Fim.
O fim é o de menos.
'
Seja gentil. Seja doce e carinhoso. Seja elegante e inteligente, bem humorado e descontraído. Seja quente.
E tenha charme, por favor.
Não me dê muita atenção no começo, e finja que você não se importa. Quando eu me interessar, vou fazer você se interessar. Faça parte do jogo.
Mas quando estivermos entregues, faça parte de mim. Diga que precisa disso e me convença.
Porque a parte difícil é me convencer.
Me dê atenção para que não haja distração.
Me dê diversão para que não haja arrependimento.
E me dê alguma dor para que não haja tédio.
Porque esses são os três grandes venenos.
Mas me convença.
Porque a parte difícil é me convencer.
Escreva versos e cante canções. Me deslumbre com suas habilidades. E me admire para que eu não me sinta pequena.
E, por favor, me convença.
Essa é mesmo a parte difícil.
Porque o Credo é o prefácio dos Grandes Amores. O Perigo é o aposto. A dor, o clímax. E o destino, é o Fim.
O fim é o de menos.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
2ª colheita.
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Se te inspira, escreva .Pinte. Cante.
Se te dói, chore. Lave. Cuide.
Se te diverte, ria. Chacoalhe. Divida.
Se te ensina, escute. Olhe. Aprenda.
Se te preenche, guarde. Louve. Abuse.
Se te suporta, se jogue. Exploda. Procure.
Se é fraco, acalme-se.
Se é forte, intensifique.
Se é longe, corra.
Se não é, corra mais ainda.
Por que por mais que pareça lento,
O amor é um maratonista.
Se te inspira, escreva .Pinte. Cante.
Se te dói, chore. Lave. Cuide.
Se te diverte, ria. Chacoalhe. Divida.
Se te ensina, escute. Olhe. Aprenda.
Se te preenche, guarde. Louve. Abuse.
Se te suporta, se jogue. Exploda. Procure.
Se é fraco, acalme-se.
Se é forte, intensifique.
Se é longe, corra.
Se não é, corra mais ainda.
Por que por mais que pareça lento,
O amor é um maratonista.
Dany-se
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Com todo respeito que essa frase pode apresentar, você que está lendo isso já foi se Danar hoje?
Cuidado,
Veneno complexo, amargo. Traz à saliva um gosto temperado e a mente um efeito adocicado. Se provar um pouco certamente pediras mais. E declarar-se satisfeito apresenta ponto da embriaguez total.
Remove remorso, traz o equinócio que confundirá a sua definição de horário, com ele por perto você aguenta muito mais tempo os obrigatórios ferrões da existência. Insaturável, imiscível, este veneno não é necessáriamente líquido, é tão profundo como um olhar penetrante, tão quente quanto uma epifania, tão sóbrio quanto a realidade. É real, necessário, e bem vindo em minha vida.
(Rômulo Crispi, amigo e escritor )
Com todo respeito que essa frase pode apresentar, você que está lendo isso já foi se Danar hoje?
Cuidado,
Veneno complexo, amargo. Traz à saliva um gosto temperado e a mente um efeito adocicado. Se provar um pouco certamente pediras mais. E declarar-se satisfeito apresenta ponto da embriaguez total.
Remove remorso, traz o equinócio que confundirá a sua definição de horário, com ele por perto você aguenta muito mais tempo os obrigatórios ferrões da existência. Insaturável, imiscível, este veneno não é necessáriamente líquido, é tão profundo como um olhar penetrante, tão quente quanto uma epifania, tão sóbrio quanto a realidade. É real, necessário, e bem vindo em minha vida.
(Rômulo Crispi, amigo e escritor )
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
1ª colheita.
Eu planto amoras.
Nunca fui cuidadosa nesse ofício. Planto somente e espero que crescam para depois serem colhidas.
Faço disso um hobbie e não um sacerdócio.
Não há adubo, irrigação diária, produto especial ou oração que me ajude. Mas mesmo assim elas crescem, vermelhas, roxas, saudáveis e rechonchudas.
Claro, existem aquelas que nascem defeituosas e que são, irremediavelmente, sacrificadas. Mas o que posso fazer? São só amoras.
As guardarei aqui por uma questão de ego. Porque aqui elas parecem mais saborosas e vibrantes. Você pode prová-las se quiser. Se não quiser, não há problema.
Aqui estarão minhas amoras. As colhidas e as compradas.
Aqui estarão meus amores. Os de alma e os de carne.
Aqui estou eu. E só.
Nunca fui cuidadosa nesse ofício. Planto somente e espero que crescam para depois serem colhidas.
Faço disso um hobbie e não um sacerdócio.
Não há adubo, irrigação diária, produto especial ou oração que me ajude. Mas mesmo assim elas crescem, vermelhas, roxas, saudáveis e rechonchudas.
Claro, existem aquelas que nascem defeituosas e que são, irremediavelmente, sacrificadas. Mas o que posso fazer? São só amoras.
As guardarei aqui por uma questão de ego. Porque aqui elas parecem mais saborosas e vibrantes. Você pode prová-las se quiser. Se não quiser, não há problema.
Aqui estarão minhas amoras. As colhidas e as compradas.
Aqui estarão meus amores. Os de alma e os de carne.
Aqui estou eu. E só.
Estado.
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E um dia ele perguntou...
Ser ou estar?
Estar.
Tão mais real. Tão mais intenso.
Estar. Não estar mais.
Depois? estar de novo. De um outro jeito. Estando diferente.
Mudar, fluir.
Estar tranqüila, inspirada, festiva, mudada, pilhada, sorrindo.
Depois? Estar cansada, fechada, errada, largada, sorrindo.
Estar no mundo e com o mundo. Estar por ele, por ela, por nada.
Estar morena, loira, ruiva. Estar louca.
Estar mais gorda, mais bonita, mais madura.
Estar apaixonada, atrasada, perdida. Estar quieta.
Estar no bar. Em casa. Estar de cama. Estar em Londres.
Estar de carona. Estar divertido. Estar pelas ruas. Estar acompanhada.
Depois? Estar sozinha. Só pra Estar acompanhada novamente. Estando de namorado novo.
Estar é movimento. É variável. Passageiro. É adaptação.
Ser é frio. Fixo. Preso. Único.
É aquilo até o fim. Não há saída. Escravizado.
Mas o que é Ser se não um Estar constante?
Que mesmo que durável ainda sim é finito?
Pois não há no mundo pessoa que foi e não deixou de Ser. E que por isso nunca foi realmente. Só esteve.
Pois quem era belo, esteve belo. Quem era forte, esteve forte. E quem era vivo, bem... Esteve apenas.
Ser é falso. Cômodo. Pobre.
Isso não. Não é pra mim.
Ser é algo que eu não quero Estar.
Afinal, o que estamos nós fazendo se não estando? Estando sempre e sem parar. Estando pura e simplesmente pela ilusão de que um dia Seremos enfim.
E o que seremos?
Felizes, talvez. Talvez não.
Mas estamos.
E um dia ele perguntou...
Ser ou estar?
Estar.
Tão mais real. Tão mais intenso.
Estar. Não estar mais.
Depois? estar de novo. De um outro jeito. Estando diferente.
Mudar, fluir.
Estar tranqüila, inspirada, festiva, mudada, pilhada, sorrindo.
Depois? Estar cansada, fechada, errada, largada, sorrindo.
Estar no mundo e com o mundo. Estar por ele, por ela, por nada.
Estar morena, loira, ruiva. Estar louca.
Estar mais gorda, mais bonita, mais madura.
Estar apaixonada, atrasada, perdida. Estar quieta.
Estar no bar. Em casa. Estar de cama. Estar em Londres.
Estar de carona. Estar divertido. Estar pelas ruas. Estar acompanhada.
Depois? Estar sozinha. Só pra Estar acompanhada novamente. Estando de namorado novo.
Estar é movimento. É variável. Passageiro. É adaptação.
Ser é frio. Fixo. Preso. Único.
É aquilo até o fim. Não há saída. Escravizado.
Mas o que é Ser se não um Estar constante?
Que mesmo que durável ainda sim é finito?
Pois não há no mundo pessoa que foi e não deixou de Ser. E que por isso nunca foi realmente. Só esteve.
Pois quem era belo, esteve belo. Quem era forte, esteve forte. E quem era vivo, bem... Esteve apenas.
Ser é falso. Cômodo. Pobre.
Isso não. Não é pra mim.
Ser é algo que eu não quero Estar.
Afinal, o que estamos nós fazendo se não estando? Estando sempre e sem parar. Estando pura e simplesmente pela ilusão de que um dia Seremos enfim.
E o que seremos?
Felizes, talvez. Talvez não.
Mas estamos.
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