º’
Então Deus espia pelo vidro
Que o separa dos pobres mortais.
E um meio sorriso lhe nasce,
Devagar corta ao meio sua face,
E num estrondo declara feliz:
“Olha só como sou mesmo grande,
Que incrível trabalho que fiz!”
Seu olhar era louco, de névoa.
Seu sorriso um escárnio brutal.
E o Deus cego, sem tato, sem alma,
Então volta ao trono de cristal
E se senta num monte de preces
Que ele sabe que nunca irá ler,
Pois não pode salvar tantos homens,
Ele tem muito mais a fazer:
Ver os sóis explodirem no espaço,
Jogar gude com luas e astros
E assistir a terra derreter.
‘
terça-feira, 3 de maio de 2011
Cortejo cardíaco.
º’
São poucas as coisas que pede meu coração.
Pequenas e poucas as coisas que ele quer.
São simples e meigas como as coisas de Vênus
Que é de onde vem meu jeito bobo de mulher.
São olhos e bocas, só isso que ele pede.
Dedos e braços e um pouco de atenção.
Uma cama pequena, um sorriso abafado,
Um telefone que toca e flores sem cartão.
É fácil perceber o seu maior desejo.
É fácil decifrar as batidas que ele tem.
Em um vermelho-amora pulsando ritmado,
Sussurrando ansioso: Sou todo seu meu Bem.
'
São poucas as coisas que pede meu coração.
Pequenas e poucas as coisas que ele quer.
São simples e meigas como as coisas de Vênus
Que é de onde vem meu jeito bobo de mulher.
São olhos e bocas, só isso que ele pede.
Dedos e braços e um pouco de atenção.
Uma cama pequena, um sorriso abafado,
Um telefone que toca e flores sem cartão.
É fácil perceber o seu maior desejo.
É fácil decifrar as batidas que ele tem.
Em um vermelho-amora pulsando ritmado,
Sussurrando ansioso: Sou todo seu meu Bem.
'
Drogas (:
º'
Hoje eu acordei com asas de mosquito.
Pousei de leve no sorriso do garoto.
Pisquei duas vezes e esperei,
Fiquei.
As flores ao redor amarelas de cansaço,
Riram com ódio e tirania sanguínea.
O sorriso do garoto se virou para meus olhos,
Minhas asas derreteram e eu fiquei assim,
Um mosquito preso no sorriso sem fim.
'
Hoje eu acordei com asas de mosquito.
Pousei de leve no sorriso do garoto.
Pisquei duas vezes e esperei,
Fiquei.
As flores ao redor amarelas de cansaço,
Riram com ódio e tirania sanguínea.
O sorriso do garoto se virou para meus olhos,
Minhas asas derreteram e eu fiquei assim,
Um mosquito preso no sorriso sem fim.
'
Assinar:
Postagens (Atom)
