sexta-feira, 8 de abril de 2011

PraiAna.

º'

Praiana:
Feita de areia e de sol.
De arei fina e sol quente.
Praiana
Feita de calor e umidade.
Calor de humanidade.
Praiana.
Intensa de verão.
Verão de equador.
Amarela e laranja.
Praiana.
De praia.
De Ana.
Pra Ana.

º'

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tipo sete.

º'

Eu sou do tipo de pessoa que pararia no meio da rua pra observar uma folha cair.
Eu sou do tipo de pessoa que não gosta de ver televisão.
Sou do tipo que gosta muito de refrigerante mas que se esforça pra pedir suco sem açúcar.
Sou do tipo que não fecharia os olhos diante de uma luz ofuscante mesmo que fechá-los fosse algo inteligente a se fazer.
Eu sou do tipo que gosta de prestar atenção em como as pessoas se sentam.
Do tipo que memoriza perfumes mas não números telefônicos.
Sou do tipo que gosta de insetos.
E detesta elevadores.
Sou do tipo que adoraria ver todos os filmes do mundo.
E que não tem paciência pra fazer o supracitado.

Eu sou do tipo que tem ego inchado.
Que procura por riscos e petiscos.
Sou do tipo que gosta de tulipas, não de rosas.
Do tipo que respira devagar só pra ouvir o som do ar entrando.
Do tipo que se senta no chão por prazer.
Do tipo que só conversa com os olhos.
Sou do tipo que gosta de peixes.
Do tipo que imagina canções com o barulho do vento.
Do tipo que se concentra no próprio balançar dos braços enquanto caminha.
Sou do tipo que abraça por necessidade, não por educação.
Eu sou do tipo que não gosta de lavar pratos. Nem de cozinhar.
Sou do tipo que nunca ganharia uma competição atlética.
Eu sou do tipo comum que gosta de piadas comuns.
Que gosta de presentes.
Que gosta de frio e escuridão.
Sou do tipo que dorme porque gosta de sonhar.
Eu sou o tipo de pessoa que se cobre e olha pro céu.
O tipo que olha pro céu e pronto.
Aquele tipo de pessoa que só olha pro céu e se sente muito, muito feliz.

º' 

terça-feira, 29 de março de 2011

Aguniado. (Sim, uma piada interna.)

º'_


Então eu me sento e penso.
Apoio minha cabeça sobre meus joelhos, e penso
Que as coisas estão tão estranhas agora.
E que a saudade é uma coisa muito, muito complicada.
Tanto que parece não fazer sentido...
Porque não faz sentido sentir tanta falta de alguém.
E isso me preocupa e me frustra, porque você sabe que quando eu penso...eu penso até doer.
E dói.
E eu penso mais.
Até concluir que saudade é uma coisa muito estranha pra ser pensada.
Mas simples o bastante pra ser sentida.
E eu sinto.
Sinto até doer.
E dói.
E eu, obviamente, tento não sentir. Mas isso é, obviamente, burrice.
Como tantas outras burrices que, obviamente, você me viu fazer.
Então eu escondo minha cabeça sob meus joelhos e sinto.
Sinto falta de ar.
Sinto falta de chão.
Sinto falta de pele.
Aí eu sinto você.
De repente, num desespero de córtex cansado, eu sinto você.
E tudo fica bem.
E sentir você inibe a dor.
E tudo fica bem.
Mas até aí....Deus, como dói.


º'_

quinta-feira, 17 de março de 2011

Discurso de um espelho.

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Nós somos jovens, gostosas e livres.
E não há nada que possa interromper o fluxo.
Por que na falta de verba assaltaremos um banco,
Na falta de tempo seguraremos o sol,
E na falta de amor nós usaremos a pele.
Nossa pele que é fresca, doce e perfumada.
Que não se parte tão fácil quanto o coração.
Somos jovens, gostosas e livres.
E esse é o momento certo.
E o mundo vai se deitar aos nosso pés...
E admirar a altura do nosso salto. E a candura dos nossos olhos.
E todos vão murmurar:
“Lá se vão as que sabem das coisas...está escrito nesse andar boêmio que existe um mistério de veludo afundado em batom vermelho.”
E nós vamos despejar risadas ao som de um indie tranqüilo, dançado com cuidado pra que as curvas se divirtam.
Sim senhoras, somos jovens, gostosas e livres.
E o caos que vive em nós é como o paraíso para todos os outros.

º' 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Verdade absoluta.


"Porquanto, verdadeiramente há só uma desgraça: a de não nascer."
(Machado de Assis)

Então, aproveite a sua sorte e a combinação raríssima do seu dna, a sua primeira e última oportunidade.
E viva, seu idiota, ao invés de reclamar.
(:

Gentil.



Tem gente que anda que nem gente,
Fala que nem gente,
Come que nem gente,
Se veste que nem gente,
E que nem gente é.
Mas tem gente que faz que nem a gente,
Sonha que nem a gente,
Trabalha que nem a gente,
Vive que nem a gente.
Essa gente morre que nem a gente.
Essa gente grita que nem a gente escuta.
Essa gente não é a gente, mas é gente.
E gente é gente, sendo a gente ou não.
E gente merece viver.


Viva a diversidade.

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Papel Branco.

º'

Não existe nada melhor do que um papel em branco.
Onde se pode escreve o que vier a mente: desde palavras desconexas a decassílabos perfeitos.
Onde se pode desenhar: desde rabiscos primitivos a perfis impecáveis.
O qual eu posso dobrar e criar desde bolas difusas a naves espaciais.
Onde eu posso escrever teu nome. E o meu.
Onde eu posso uni-los, enfeitá-los e eternizá-los.
Onde eu posso colocar tudo que não sai pela boca,
Já que a boca fica no alto e as palavras receiam a queda trágica e demorada.
Onde eu posso gritar, sussurrar, fazer códigos e cantigas.
Onde eu posso deixar um pedaço de mim.
E depois depositá-lo solitário, etéreo, permanente...
No fundo de uma lixeira qualquer.


Oi, eu planto amoras.