terça-feira, 3 de maio de 2011

Ateísmo.

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Então Deus espia pelo vidro
Que o separa dos pobres mortais.
E um meio sorriso lhe nasce,
Devagar corta ao meio sua face,
E num estrondo declara feliz:
“Olha só como sou mesmo grande,
Que incrível trabalho que fiz!”
Seu olhar era louco, de névoa.
Seu sorriso um escárnio brutal.
E o Deus cego, sem tato, sem alma,
Então volta ao trono de cristal
E se senta num monte de preces
Que ele sabe que nunca irá ler,
Pois não pode salvar tantos homens,
Ele tem muito mais a fazer:
Ver os sóis explodirem no espaço,
Jogar gude com luas e astros
E assistir a terra derreter.

Um comentário:

  1. OK. Já sei sua opção religiosa.
    E concordo.
    Ótima escolha das palavras. Pra variar...
    =D

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Oi, eu planto amoras.