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Então Deus espia pelo vidro
Que o separa dos pobres mortais.
E um meio sorriso lhe nasce,
Devagar corta ao meio sua face,
E num estrondo declara feliz:
“Olha só como sou mesmo grande,
Que incrível trabalho que fiz!”
Seu olhar era louco, de névoa.
Seu sorriso um escárnio brutal.
E o Deus cego, sem tato, sem alma,
Então volta ao trono de cristal
E se senta num monte de preces
Que ele sabe que nunca irá ler,
Pois não pode salvar tantos homens,
Ele tem muito mais a fazer:
Ver os sóis explodirem no espaço,
Jogar gude com luas e astros
E assistir a terra derreter.
‘

OK. Já sei sua opção religiosa.
ResponderExcluirE concordo.
Ótima escolha das palavras. Pra variar...
=D