terça-feira, 21 de junho de 2011

Sou atriz.

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Minha máscara é minha arte
Sou atriz e me pinto
Sou aquela que não chegou a existir.
Minha máscara é meu forte
Meu orgulho e meu reino
Meu fiel devaneio, cor de carmim.


Amém.
º'

domingo, 12 de junho de 2011

Nota:

º'

Wikipédia-

"Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego e português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor.
A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão).
Uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia.
Recentemente, uma pesquisa entre tradutores britânicos apontou a palavra "saudade" como a sétima palavra de mais difícil tradução."

É...


º'

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Flerte.

º'

No olho, umidade
Na boca, desejo
Nariz, ansiedade
No ouvido, um cortejo.

Sendo sincera.

º'

Eu não tenho a pretensão de fazer poesia
Que vá além dos meus 17.
Eu falo de gente, de cor, de carinho
Não falo de morte ou questão social
Estou na manhã de uma vida inteira
Tranqüila e serena como manhãs devem ser
Na manha de quem tem certeza plena
De que não vale a pena
Parar pra sofrer.


_º' 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ateísmo.

º’
Então Deus espia pelo vidro
Que o separa dos pobres mortais.
E um meio sorriso lhe nasce,
Devagar corta ao meio sua face,
E num estrondo declara feliz:
“Olha só como sou mesmo grande,
Que incrível trabalho que fiz!”
Seu olhar era louco, de névoa.
Seu sorriso um escárnio brutal.
E o Deus cego, sem tato, sem alma,
Então volta ao trono de cristal
E se senta num monte de preces
Que ele sabe que nunca irá ler,
Pois não pode salvar tantos homens,
Ele tem muito mais a fazer:
Ver os sóis explodirem no espaço,
Jogar gude com luas e astros
E assistir a terra derreter.

Cortejo cardíaco.

º’
São poucas as coisas que pede meu coração.
Pequenas e poucas as coisas que ele quer.
São simples e meigas como as coisas de Vênus
Que é de onde vem meu jeito bobo de mulher.


São olhos e bocas, só isso que ele pede.
Dedos e braços e um pouco de atenção.
Uma cama pequena, um sorriso abafado,
Um telefone que toca e flores sem cartão.


É fácil perceber o seu maior desejo.
É fácil decifrar as batidas que ele tem.
Em um vermelho-amora pulsando ritmado,
Sussurrando ansioso: Sou todo seu meu Bem.

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Drogas (:

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Hoje eu acordei com asas de mosquito.
Pousei de leve no sorriso do garoto.
Pisquei duas vezes e esperei,
Fiquei.
As flores ao redor amarelas de cansaço,
Riram com ódio e tirania sanguínea.
O sorriso do garoto se virou para meus olhos,
Minhas asas derreteram e eu fiquei assim,
Um mosquito preso no sorriso sem fim.

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Oi, eu planto amoras.